Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros
No dia 18 de março, Maicol caminhava pelos arredores da Casa del Paraíso quando se deparou com um pequeno encontro sem hora marcada. Ali estavam B120, uma Amazona autumnalis com sua placa verde bem visível, e B67, uma Amazona ochrocephala pousada tranquila sobre um galho seco. As duas placas de identificação — verdes, discretas — contam em silêncio que essas aves já fazem parte do radar do santuário há algum tempo.
Não muito longe delas, uma Ara severus completava o grupo com sua plumagem verde intensa, o anel branco ao redor do olho amarelo e sua própria plaquinha pendurada ao pescoço. E como convidado sem identificação, um Momotus momota se deixou ver entre os galhos: coroa azul elétrico, olho vermelho, o bico curvo como um instrumento de precisão. Nenhum comportamento fora do comum naquele dia — apenas quatro aves em sua rotina, e Maicol com o olhar e a câmera no momento certo.
Sobre el autor
Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros
Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.
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