Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros
Naquela segunda-feira de abril, Carlos e Alberto saíram pelo santuário com as cestas vazias e voltaram com três sabores distintos da temporada: mangas de casca verde e amarela, ciruelas costeñas — essa *Spondias purpurea* que vai do verde raivoso ao vermelho aceso em questão de dias — e carambolás, as que por aqui chamam de torombolo ou fruta-estrela. As árvores estavam carregadas, com os galhos repletos de frutos em todos os estágios de maturação ao mesmo tempo, como se o mato não conseguisse se decidir entre guardar ou soltar.
A colheita vai direto para a dieta dos papagaios da Fundação, mas há algo mais do que frutas naquelas caixas plásticas: há informação. Cada foto registrada naquele dia é um dado fenológico, uma anotação no calendário invisível que o santuário mantém sobre suas próprias árvores — quando floresce, quando carrega, quando há abundância e quando há escassez. Saber isso é, no fundo, saber quando os papagaios comem bem.
Sobre el autor
Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros
Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.
Mantente en contacto
Recibe las novedades de la reserva
Fotos de antes y después, protocolos de manejo, eventos y las historias de cada individuo — directo a tu correo.