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Fundación Loros

jueves, 9 de abril de 2026

As dejas e o ninho que se desfazia em pedaços

Por Omar Enrique Verdugo Cabeza, Cuidador de las aves


Na sexta-feira, 3 de abril, às quatro e meia da tarde, Omar Enrique Berdugo Cabeza percorria o aviário 1 quando algo chamou sua atenção: um casal de dejas tinha seu ninho em péssimo estado — uma caixa de madeira com um buraco por onde os ovinhos escorregavam em direção ao vazio. Não era preciso pensar muito. Era hora de agir. Omar conseguiu cascas de coco para que os ovos tivessem onde se apoiar com segurança, e substituiu o ninho deteriorado por um em melhores condições. Mas as dejas não o receberam com entusiasmo. No início ficaram ali, desconfiadas, olhando para o ninho novo como quem olha para um estranho que chegou em casa sem avisar. Não queriam entrar. Estavam receosas, como diz Omar. A confiança, porém, chegou devagar — como chega quase tudo que vale a pena. Com o passar das horas, o casal foi se aproximando, explorando, e no fim aceitou a mudança. Hoje estão lá dentro, tranquilas, com seus ovinhos a salvo. Uma história pequena do aviário 1 que começou com um buraco na madeira e terminou bem.

Sobre el autor

Omar Enrique Verdugo Cabeza · Cuidador de las aves

Omar trabalha na Fundação Loros desde 2023. Conhece a mata e o Cerro El Peligro melhor do que ninguém. Fez o caminho de caçador a guardião da fauna. Hoje, os papagaios o reconhecem e o seguem quando ele volta para casa, reflexo de um vínculo construído com respeito e transformação.

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