Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros
Nos primeiros dias de março, Eder — integrante da equipe de pecuária da Fundación Loros — levantou a câmera no setor Los Guardianes e gravou o que não deveria estar ali: chuva. Não era a primeira vez. Desde fevereiro, o santuário vem recebendo precipitações em meses que, em geral, transcorrem secos, sem esse murmúrio da água sobre o dossel nem aquele cheiro de terra molhada que transforma o caráter da reserva.
Eder descreveu o que viu como uma raridade, e essa palavra simples carrega um peso real. O calendário climático que a equipe conhece de cor — os meses secos, os úmidos, os de transição — parece estar deslocado. O que ele registrou em vídeo não é apenas água caindo: é um sinal de que, este ano, a temporada de chuvas pode chegar mais longa e mais cedo do que o habitual.
Por ora, Los Guardianes guarda a umidade daquela tarde de março. O registro de Eder permanece na caderneta de campo como o que é: um detalhe pequeno que pode se tornar importante com o tempo.
Sobre el autor
Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros
Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.
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