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Fundación Loros

jueves, 16 de abril de 2026

A panela de Omar e os ninhos recuperados

Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros


No setor da casa de Paraíso, onde as árvores oferecem sombra e os ninhos artificiais aguardam inquilinos emplumados, as abelhas haviam chegado primeiro. Colônias inteiras se instalaram nas caixas que a equipe da Fundación construiu pensando em loros e guacamayos, e por um tempo pareceu que esses ninhos estavam perdidos. Foi Omar quem encontrou a solução no mais simples: uma panela velha, pedaços de madeira e a fumaça que deles se desprende. A técnica tem uma elegância artesanal que dispensa explicações longas. A fumaça adormece as abelhas — as embriaga, diz Omar — sem lhes causar nenhum mal. Nesse estado de calma involuntária, ele retira os favos. Uma vez que o favo desaparece, as colônias não retornam. A chuva apaga os rastros de cheiro que as guiariam de volta, e o ninho fica livre. Alejandro, que recebeu o relato em primeira mão, confirmou que vários desses ninhos já foram recuperados. É o tipo de conhecimento que se transmite sem manual: uma mão que sabe quanto fumo é suficiente, uma paciência que não se aprende em livro nenhum. Graças a isso, na casa de Paraíso há caixas vazias esperando o bater de asas e o alvoroço de um loro que por fim encontra o seu lugar.

Sobre el autor

Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros

Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.