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Fundación Loros

sábado, 28 de febrero de 2026

B127 toma fresco en el roble del lago

Por Omar Enrique Verdugo Cabeza, Cuidador de las aves


De baixo do arco, Omar Enrique Berdugo Cabeza as observa em silêncio: ali está B127, debruçada na cavidade do roble junto ao lago 1, se alisando com calma, aproveitando a brisa da tarde. Lá dentro, na escuridão morna da madeira, os ovos esperam. Lá fora, o macho B29 voa pelos arredores em busca de alimento — o que logo levará à sua companheira. Chegar até aquele roble não foi fácil. Este casal perdeu um ovo quando aves africanas invadiram o ninho anterior — aquele ovozinh que não voltou mais. Depois que os intrusos foram embora, B29 e B127 retornaram para tentar recuperar o que havia sido deles, mas algo naquele lugar já não os convencia, e o deixaram para trás. Tampouco funcionou o ninho de madeira que lhes foi instalado: elas escavam para baixo com a força do bico, e a madeira não tinha a espessura que precisavam; perfuraram-na, foi preciso desmontá-la para consertá-la, e ainda assim a rejeitaram. No fim, escolheram o roble. Uma árvore de verdade, com a densidade e o caráter que essas araras exigem. Ali está B127 nesta tarde, tranquila na entrada do seu ninho, como quem sabe exatamente onde quer estar.

Sobre el autor

Omar Enrique Verdugo Cabeza · Cuidador de las aves

Omar trabalha na Fundação Loros desde 2023. Conhece a mata e o Cerro El Peligro melhor do que ninguém. Fez o caminho de caçador a guardião da fauna. Hoje, os papagaios o reconhecem e o seguem quando ele volta para casa, reflexo de um vínculo construído com respeito e transformação.

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