Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros
Ontem à tarde ela estava lá, entre as escarlates e as ararauna, movendo-se pelo santuário com aquela particularidade sua de não pertencer de todo a nenhum grupo. Alberto a viu, como a havia visto tantas outras vezes, e não pensou mais nisso. Mas quando voltaram ao cair do dia, o seu lugar nos poleiros estava vazio. Esta manhã, as bandejas de melancia e mamão voltaram a se encher de bicos vermelhos e amarelos, e a híbrida — assim a chamamos, sem nome próprio, como quem reconhece alguém pelo jeito de andar — não apareceu.
Alberto percorreu os recintos e mandou as fotos: grupos de Ara macao disputando as frutas, as ararauna enfileiradas sobre as vigas de madeira com o céu azul ao fundo, tudo em ordem exceto ela. Sete fotografias, nenhuma com a híbrida. O relatório chegou esta manhã do dia 3 de abril e já a temos no radar. Se ela voltar, saberemos.
Sobre el autor
Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros
Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.
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