Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros
Nos últimos dias do verão, quando o sol esmaga o Valle Verde sem misericórdia e o solo racha em silêncio, Eder encontrou esta imagem: um grupo de vacas e bezerros encostados sob um guásimo, quietos, como se a árvore lhes tivesse dito que ali era o lugar.
O guásimo — Guazuma ulmifolia, uma das árvores mais generosas da paisagem caribenha — já estava lá muito antes do calor desta temporada. Sua copa larga e sua sombra densa são, para o gado da região, o mais próximo de um refúgio: não há cerca, não há telhado, só aquela árvore que conhece bem o seu ofício. O terreno ao redor dizia tudo: seco, amarelado, com a vegetação dispersa e rendida diante do verão.
Eder capturou a cena sem intervir. Os animais descansavam juntos, alheios à câmera, naquela calma pesada das horas do meio-dia. Um cartão-postal simples do Valle Verde que lembra, de passagem, por que as árvores nos pastos não são enfeite.
Sobre el autor
Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros
Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.
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