Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros
Do aviário de madeira ao lado da casa principal da fazenda El Paraíso, dois papagaios-reais contemplavam o dia com aquela calma soberana que os Amazona ochrocephala carregam quando se sentem bem consigo mesmos. Omar passou por ali com a câmera e lhes roubou algumas fotos: plumagem verde-brilhante, reflexos vermelhos nas asas, a coroa amarela que dá nome à espécie. Penduradas ao pescoço, as tags 12 e 15 os identificavam sem qualquer dúvida.
O 15 é Beethoven. O 12 é, nas palavras de Alejandro, "um amigo dele" — e isso é suficiente. Omar enviou as imagens porque Alejandro sempre quer saber como estão, e a resposta de hoje foi tranquilizadora: estão bem. Às vezes o campo não traz dramas nem surpresas, apenas a confirmação silenciosa de que duas aves seguem ali, inteiras, dividindo o aviário sob o sol de El Paraíso.
Sobre el autor
Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros
Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.
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