Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros
Em 2019, Rosângela recebeu no apartamento um filhote verde e amarelo dentro de uma caixa de papelão. Ela o havia encontrado no mercado de Bazurto, onde alguém simplesmente o ofereceu, e ela aceitou sem saber que ter um loro amazônico era ilegal na Colômbia. Seu namorado, Alejandro Rigatuso, cidadão argentino que morava na cidade há algum tempo, o recebeu surpreso, como se fosse um presente da namorada.
O que se seguiu foi pura improvisação: um aparelho de ginástica cor de turquesa como berço, uma seringa e uma colher como instrumentos de criação, e a internet como único veterinário disponível. Alejandro lia, tentava, ajustava. O filhote crescia devagar, com penas que aos poucos cobriam o penugem cinza, os olhos cada vez mais vivos.
Beethoven foi o primeiro — embora nos registros da Fundación Loros figure como o número 15. Esse paradoxo diz tudo sobre como as coisas importantes começam: sem protocolo, sem nome, sem que ninguém saiba ainda que aquele momento vai importar. Um presente inesperado num apartamento do bairro El Cabrero, e a urgência de devolver aquele pequeno corpo verde ao lugar onde pertencia.
Sobre el autor
Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros
Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.
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