Por Alejandro Rigatuso, Fundador y Director de Fundación Loros
Durante anos, o guacamayo número 2 carregou um veredicto que parecia inapelável: era manso demais para viver em liberdade. Havia crescido tão perto dos humanos, tão habituado à presença deles, que muitos duvidavam que ele pudesse encontrar seu lugar entre as árvores. Mas os animais, às vezes, se encarregam de desmentir tudo o que acreditamos saber sobre eles.
No dia 21 de março, Alejandro Rigatuso o encontrou no setor dos aviários de Ara, perto do Cerro El Peligro, e o que viu não deixava espaço para dúvidas: o número 2 voava integrado a um bando de cerca de doze guacamayos, como se sempre tivesse sido assim.
Já faz meses que estão em liberdade. Ele não é mais o guacamayo manso dos aviários — é mais um entre doze, num bando que se move e decide junto. Às vezes a mansidão não é uma condenação, mas simplesmente o ponto de partida.
Sobre el autor
Alejandro Rigatuso · Fundador y Director de Fundación Loros
Alejandro Rigatuso chegou à Fundação Loros após anos como vice-presidente de Growth Marketing na Toptal, e trouxe consigo um olhar pouco convencional: sabe que um animal está bem pelos olhos, "bem, bem abertos". Lorenzo, o primeiro papagaio liberado, recapturado várias vezes e sempre devolvido ao voo, o marcou para sempre. Ao entardecer, perto das cinco e meia, você o encontra no Mirador de las Ciénagas ou rondando o Cerro El Peligro, imaginando torres de observação e centenas de papagaios nativos sobrevoando uma reserva que uma comunidade inteira sinta como sua.
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